Tuesday, March 06, 2001

Dia vinte e oito passado fomos comemorar 5 meses de namoro no Centro da cidade, como fazemos desde o princípio. Resolvemos tomar chopp e conversar sobre nós e o futuro. Planos e mais planos debruçados sobre uma mesa de bar. Como para (quase) todo casal, o mais gostoso foi relembrarmos nosso primeiro encontro. Há meses atrás eu, Rosália, ainda trabalhava como redatora de um site e vivia plenamente para esta função. Mas já algum tempo que os artigos infantis e turísticos não mais me completavam pessoalmente. Eis que fui convidada para um churrasco na casa de um colega conhecido como Bill. Apesar de ter que acordar cedo no dia seguinte, resolvi rever os amigos afastados. Era uma quinta-feira de verão, primavera. A festa estava agradável, mas depois de certas cervejas qualquer um já está preferindo a companhia da velha cama. Faltava pouco para minha carona chegar para eu ir embora, quando a campanhia tocou. Por uma dessas coincidências da vida, fui abrir a porta. Lá estava o Atilla, quem eu ainda não conhecia, mas que já fazia meus olhos brilharem mais que a luz das estrelas. Foram segundos e parece que o tempo parou naquela porta entreaberta. A partir daí, nossos olhos procuravam se ver continuamente. Rapidamente, perguntei à uma colega, quem era aquele rapaz de sombrancelhas grossas e terno e gravata. Para meu espanto e talvez, facilidade, era primo do Bill! Foi então que ele se aproximou: primeiro por trás, para me desarmar de vez e finalmente, veio conversar comigo. Logo, começou a recitar-me um verso de Shakespeare (covardia). Para terminar, me chamou para longe dos olhos curiosos da platéia que nos observava. Entretanto, eu precisava ir embora e involuntariamente tive que me despedir. Mas como o Atilla costuma dizer sempre:Não foi uma despedida...